O Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC) celebrou 80 anos de história e compromisso social em uma cerimônia realizada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) nesta terça-feira (16/6). O evento destacou a relevância do legado de Josué de Castro, um dos principais estudiosos sobre a fome e a segurança alimentar no Brasil.
O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, enfatizou que a obra de Josué de Castro, como ‘Geografia da Fome’, trouxe à tona a responsabilidade política e social em relação à fome, que deve ser superada por ações humanas. Ele ressaltou a importância do INJC na formação de profissionais comprometidos com a saúde pública e a justiça social.
Ricardo de Castro, neto de Josué, lembrou que a obra do avô continua a inspirar debates sobre alimentação e desigualdade. Ele destacou que o instituto mantém vivo o método de pensamento de Josué, promovendo uma visão ampla e interdisciplinar da nutrição.
A diretora do INJC, Avany Fernandes Pereira, definiu a instituição com as palavras: formar, acolher, refletir e agir, agradecendo a todos que contribuíram para seu fortalecimento. A vice-diretora, Verônica Oliveira, ressaltou a importância de construir o futuro sem perder de vista o legado de Josué de Castro.
Durante a cerimônia, houve uma apresentação musical do médico e compositor Antônio Ledo, que homenageou Josué de Castro e sua luta contra a fome. O INJC, ao longo de suas oito décadas, se consolidou como uma referência nacional em nutrição, oferecendo cursos de graduação e pós-graduação, além de contribuir para políticas públicas na área.
A comunidade acadêmica foi convidada a visitar a exposição ‘Identidade e Memória: 80 anos do Instituto de Nutrição Josué de Castro’, que celebra a trajetória da instituição e sua luta pelo direito à alimentação adequada no Brasil.