sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emPolítica, Rio de Janeiro

MP do RJ investiga esquema de corrupção em contrato de R$ 86 milhões

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MP do RJ investiga esquema de corrupção em contrato de R$ 86 milhões
MP do RJ investiga esquema de corrupção em contrato de R$ 86 milhões

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, anunciou nesta quinta-feira (09/07) que a criação de um canal institucional entre o Governo do Estado e o Ministério Público (MPRJ) tem sido fundamental para o avanço das investigações sobre corrupção na administração pública. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa sobre um esquema de desvio de recursos no Instituto Rio Metrópole (IRM), que resultou na prisão de seis agentes públicos e na execução de nove mandados de busca e apreensão.

Moreira destacou que a atual integração entre as instituições favorece o combate às irregularidades. Ele afirmou: “Há hoje, no Estado, um ambiente singular, com a chefia do Poder Executivo transitoriamente exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça, um magistrado de carreira. Isso tem possibilitado uma atuação integrada, mas com absoluta independência entre as instituições”.

O procurador-geral também mencionou que as investigações revelam um ambiente institucional propenso à corrupção, o que pode explicar a crise financeira que o estado enfrenta. “Inúmeras estruturas do Estado foram cooptadas por delinquentes, transformando essas estruturas em antros de corrupção”, afirmou, referindo-se a um contrato de R$ 80 milhões que está sob investigação.

O secretário do Gabinete de Segurança Institucional do Estado, Roberto Lisandro Leão, ressaltou a importância da auditoria contínua e da integração entre os órgãos para fortalecer a proteção ao Estado. O delegado André Timoni, do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos, explicou como o órgão contribui com informações estratégicas para as investigações.

A denúncia apresentada pelo GAESF/MPRJ aponta que os acusados desviaram R$ 86,28 milhões em contratos firmados entre o IRM e empresas de consultoria, utilizando métodos para dificultar o rastreamento dos valores. A promotora Roberta Jorio detalhou as investigações que levaram à denúncia na 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital.

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