O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, acompanhou nesta quarta-feira (29) o Exercício Membeca, promovido pelo Comando Militar do Leste (CML), no Campo de Instrução de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. O treinamento reuniu cerca de 4,5 mil militares de diferentes brigadas e grupamentos especializados do Exército Brasileiro.
Durante a demonstração, militares do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo apresentaram capacidades operacionais, com emprego de blindados e sistemas de defesa antidrone. O presidente do TRE-RJ foi recebido pelo comandante militar do Leste, general de Exército Pedro Celso Montenegro, que destacou o exercício como demonstração da capacidade da Força Federal de reforçar a segurança das eleições de outubro, por meio da Garantia da Votação e Apuração (GVA).
O desembargador Claudio Mello elogiou o preparo das Forças Armadas. “Foi uma demonstração cabal do nível de preparo e de especialização das Forças Armadas para enfrentar os mais diversos cenários que se apresentem. Estou certo de que o Comando Militar do Leste, como já se tornou tradição, poderá nos ajudar mais uma vez na realização de uma eleição absolutamente tranquila e segura aqui no Rio de Janeiro”, afirmou.
O CML é parceiro da Justiça Eleitoral fluminense em duas iniciativas para as eleições de outubro: o Grupo de Trabalho Unificado de Defesa da Integridade Eleitoral, que atua na transferência de locais de votação em áreas de alto risco e no compartilhamento de informações de inteligência sobre candidatos; e o Gabinete Extraordinário de Segurança Institucional (Gaesi), voltado à prevenção e repressão de ilícitos que ameacem o processo eleitoral.
No dia 10 de julho, o Plenário do TRE-RJ aprovou, por unanimidade, o pedido de apoio da Força Federal para as eleições de outubro. O governador do Estado, desembargador Ricardo Couto, manifestou-se favoravelmente. O processo foi encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que analisará o pedido em sessão plenária. Se aprovado, caberá ao TSE tratar com o Ministério da Defesa o eventual emprego das Forças Armadas.
