A sessão da Câmara Municipal de Macaé, realizada nesta terça-feira, foi marcada por discussões sobre o assassinato de duas mulheres em um intervalo de dez dias. Em resposta a esses crimes, os vereadores aprovaram a realização de uma audiência pública para debater medidas contra a misoginia, agendada para o dia 27, às 18h, na sede do Legislativo.
O requerimento para a audiência foi apresentado pela vereadora Leandra Lopes (PT), que destacou que ambas as vítimas foram mortas a facadas após o término de relacionamentos. A vereadora Dra. Mayara Rezende (Republicanos) manifestou preocupação com a situação das mulheres, afirmando: “Estamos sendo assassinadas, em 2026, por não querermos um relacionamento que nos faz infelizes”.
Liomar Queiroz (Agir) também expressou indignação, pedindo a implementação de políticas públicas efetivas. Mayara ressaltou que Macaé conta com cerca de 500 medidas protetivas para mulheres e se comprometeu, como Procuradora da Mulher, a garantir que essas medidas sejam cumpridas para evitar tragédias. Ela ainda mencionou que o prefeito Welberth Rezende (Cidadania) busca ampliar o monitoramento de tornozeleiras eletrônicas.
O vereador Amarou Luiz (PV) lamentou que uma proposta sua, que previa um sistema de alarme para alertar vítimas quando o agressor se aproximasse, não esteja em vigor. Ele fez referência à primeira vítima, que possuía medida protetiva, enquanto a segunda, Karollen de Souza Lopes, de 34 anos, foi assassinada nas Malvinas.
O debate também incluiu dois projetos de lei em primeira discussão. Um deles, de Leandra Lopes, visa regulamentar a distribuição de bancos de praça com mensagens de conscientização sobre violência doméstica. O outro, apresentado por Ricardo Salgado (MDB), propõe a distribuição de spray de pimenta para mulheres. Após a leitura, os projetos passarão por um período de emendas antes de serem novamente discutidos e votados no Plenário.