O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) promoveu, nesta sexta-feira (14/08), um debate sobre os desafios que as organizações criminosas impõem à democracia, com a participação de autoridades do sistema de Justiça e da Segurança. O evento, intitulado “Ouvidoria, Eleições e Enfrentamento ao Crime Organizado: Estratégias Institucionais e Integração de Dados”, enfatizou a importância da colaboração da população no combate à criminalidade.
Cláudio Varela, subprocurador-geral de Justiça de Atuação Especializada, representando o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, ressaltou que a Ouvidoria do MPRJ é o canal prioritário para denúncias de crimes. Ele destacou a relevância da participação cidadã, mencionando que informações fornecidas por cidadãos foram fundamentais para investigações anteriores, como a CPI das milícias.
David Faria, ouvidor do MPRJ, organizador do evento, enfatizou a necessidade de um fluxo eficaz de informações entre a sociedade e as instituições. Ele anunciou que encontros regulares serão realizados para discutir as demandas sociais.
A Ouvidoria do MPRJ ampliou seus canais de atendimento durante o período eleitoral, com plantões que vão até 25 de outubro para receber manifestações relacionadas ao processo eleitoral. A instituição também lançou uma página temática com orientações sobre irregularidades eleitorais e um formulário eletrônico para facilitar denúncias.
O evento contou com duas mesas de discussão. A primeira, mediada por Renzo Siufi, abordou a integração de dados entre Ouvidorias no combate ao crime organizado. Túlio César Fernandes Neves, membro auxiliar da Ouvidoria Nacional do MP, destacou a importância da conscientização da população sobre a participação nas denúncias.
A segunda mesa, mediada por Glauco Maldonado Martins, discutiu a interferência do crime organizado no processo eleitoral. Flávio Paixão de Moura Júnior, procurador regional eleitoral, mencionou os esforços do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro para investigar ligações de candidaturas com a criminalidade, incluindo a formação de uma força-tarefa com diversos órgãos de controle.
