A dívida do governo do Rio de Janeiro com instituições financeiras alcança R$ 26 bilhões, conforme declarou o governador em exercício, Ricardo Couto, nesta terça-feira (18). Durante uma reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em Brasília, Couto destacou a busca por uma reestruturação dos débitos para diminuir os custos financeiros e reorganizar as contas públicas.
O governador enfatizou que as negociações vão além da adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que aborda os débitos estaduais com a União. O foco também está na reestruturação das dívidas com bancos e outras instituições financeiras.
“Nós temos, em termos de déficit bancário com instituições financeiras, cerca de R$ 26 bilhões”, afirmou Couto. Ele expressou a intenção de renegociar as dívidas com condições mais favoráveis, buscando um reescalonamento com juros menores.
Couto também mencionou que o governo federal tem apoiado as negociações e que o objetivo principal é reorganizar o passivo financeiro do estado. Ele descartou a necessidade de uma nova garantia do Tesouro Nacional para viabilizar a operação, afirmando que estão sendo discutidos formatos de realocação das dívidas.
Além da dívida bancária, o Rio de Janeiro está em processo de negociação com a União. Com a adesão ao Propag, a dívida do estado com a União foi reduzida de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões, com parcelas mensais diminuídas de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões até 2056.
O estado também se comprometeu a aplicar 1% do saldo devedor em áreas como educação e segurança. Desde 2016, a União já quitou cerca de R$ 47 bilhões em dívidas do Rio que não foram pagas pelo estado.
