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quarta-feira, 07 de outubro de 2026
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Postado emNiterói, Vida e Saúde

Niterói lança programa com IA para prevenir amputações em diabéticos

Niterói lança programa com IA para prevenir amputações em diabéticos
Niterói lança programa com IA para prevenir amputações em diabéticos
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A Prefeitura de Niterói lançou, nesta segunda-feira (24), o Programa PASSO, que usa inteligência artificial para prevenir complicações nos pés e amputações em pessoas com diabetes. A cidade é a primeira do estado do Rio a adotar a tecnologia, que identifica precocemente pacientes em risco e orienta o cuidado necessário.

O projeto-piloto começa em quatro unidades de Atenção Primária: UBS do Barreto, UBS Santa Bárbara e os Módulos do Médico de Família (MMF) Maruí e Ititioca. Após essa fase, a ideia é ampliar para toda a rede municipal, incluindo unidades básicas e módulos, e, quando necessário, levar o atendimento até a casa do paciente.

O rastreamento usa a plataforma AFoot, desenvolvida pela LookInside e registrada na Anvisa. Durante a avaliação, o profissional faz perguntas, examina os pés e registra imagens pelo smartphone. A inteligência artificial analisa os dados e indica o risco de complicações, auxiliando os profissionais de saúde na tomada de decisão.

“Essa tecnologia vai nos ajudar a detectar precocemente o risco, antes mesmo de aparecer qualquer tipo de lesão, para que possamos intervir e evitar complicações futuras”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows.

Moradora do Barreto, Lúcia Nunes, de 63 anos, foi uma das primeiras avaliadas. Ela elogiou a rapidez do exame e destacou a importância do acompanhamento: “Gostei muito. O exame foi fácil e o resultado saiu rápido. Agora vou continuar fazendo o acompanhamento de 30 em 30 dias. Foi muito importante porque tenho muito medo de perder o meu pé”.

Pessoas com diabetes podem ter alterações na circulação e sensibilidade dos pés, elevando o risco de feridas que, sem tratamento, podem levar a infecções e amputações. A avaliação periódica é essencial. O diretor médico da LookInside, Hermílio Carvalho, explicou que a tecnologia gera uma avaliação personalizada e contribui para a qualidade de vida: “Para o paciente, isso significa uma avaliação mais ágil, a prevenção de complicações e uma melhoria na qualidade de vida ao prevenir amputações”.

A inteligência artificial é uma ferramenta de apoio e não substitui a avaliação clínica. Com a identificação dos níveis de risco, as equipes podem intensificar o cuidado dos pacientes mais vulneráveis, agindo antes que feridas evoluam para quadros graves.

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