O governo do Estado do Rio de Janeiro exonerou 6.145 servidores comissionados desde março, em uma medida que deve gerar economia de R$ 221 milhões até dezembro. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pela gestão interina.
De acordo com o governo, muitos dos exonerados eram considerados ‘funcionários fantasmas’, pois não possuíam senhas de acesso aos sistemas do Estado, como o SEI, e apareciam apenas para assinar a folha de ponto.
As exonerações fazem parte de um processo de auditoria que também resultou na fusão de secretarias, reduzindo o número de pastas de 32 para 28. Novas exonerações podem ocorrer após a conclusão dos trabalhos no Gabinete de Segurança Institucional e na Controladoria Geral do Estado.
O governo destaca que as nomeações para o primeiro escalão têm priorizado servidores de carreira e que todos passam por avaliação do GSI. A gestão interina, comandada pelo desembargador Ricardo Couto, assumiu em 23 de março, após a renúncia de Cláudio Castro para disputar o Senado.
Castro foi tornado inelegível pelo TSE em 24 de março, decisão mantida em junho por 5 votos a 2, tornando-o inelegível até 2030.
