No último dia 31, o Congresso de Direito Eleitoral do Rio de Janeiro, realizado na Escola de Magistratura do Estado, abordou temas como desinformação e crime organizado nas Eleições 2026.
O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, enfatizou a necessidade de combater a desinformação, comparando as mentiras digitais ao canto das sereias da mitologia. Ele alertou que as tecnologias não devem comprometer a soberania do eleitor, afirmando: ‘O voto viciado pela fraude é um voto que se pode anular, mas um voto sincero, fundado em uma mentira perfeita, é um voto que ninguém anula, mas que, ainda assim, não é livre.’
O desembargador também ressaltou a importância de enfrentar as organizações criminosas que tentam influenciar a política. ‘Buscam comprar passagem no navio da representação política, porque há quem queira transformar um mandato em esconderijo’, declarou.
O ministro do TSE, Dias Toffoli, que também participou do evento, destacou o papel da Justiça Eleitoral na defesa da democracia e a importância da confiabilidade das urnas eletrônicas e da identificação biométrica. Ele afirmou que a principal função do Judiciário é proteger a escolha do cidadão, especialmente diante do avanço da desinformação.
Durante a solenidade, Toffoli recebeu uma homenagem da EJE do TRE-RJ e da Emerj, reconhecendo sua contribuição ao Poder Judiciário. Também foram homenageados outros profissionais do setor, incluindo o desembargador aposentado Jessé Torres e o procurador Marcos Ramayana.
O evento contou com painéis sobre temas como ações afirmativas eleitorais, moralidade, crime organizado e financiamento eleitoral, reunindo diversas autoridades do setor jurídico e eleitoral.
