A Prefeitura de Resende deu mais um passo na elaboração do Plano Local de Ação Climática (PLAC), documento que vai reunir diretrizes e ações para orientar o município na prevenção e redução dos impactos relacionados às mudanças climáticas. A primeira oficina participativa foi realizada na quarta-feira (2), no Auditório da Firjan, e reuniu representantes de diferentes setores da sociedade para contribuir com o diagnóstico climático de Resende.
Durante o encontro, foram discutidos os principais fenômenos climáticos que afetam o município, as regiões mais impactadas e os locais onde a população apresenta maior vulnerabilidade socioeconômica. As informações levantadas serão incorporadas ao diagnóstico que servirá de base para as próximas etapas de construção do plano.
– É um trabalho muito importante para que Resende possa planejar suas ações considerando os desafios e as características do território. A partir do diagnóstico e da participação de diferentes setores, é possível reunir elementos para definir prioridades e fortalecer políticas públicas de prevenção, adaptação e preservação ambiental – destacou a presidente da Agência do Meio Ambiente de Resende, Renine Cesar de Oliveira.
Entre os principais desafios identificados em Resende estão as inundações, os alagamentos, os deslizamentos de terra e as ilhas de calor. O levantamento considera as características do território e as transformações pelas quais o município passou ao longo de sua história, que atualmente tem na atividade industrial um dos principais vetores de desenvolvimento econômico.
A elaboração do PLAC também busca integrar diferentes áreas da administração pública, como Defesa Civil, meio ambiente, infraestrutura, saúde, educação, habitação, mobilidade, segurança, turismo e agricultura, entre outras. A proposta é reunir diferentes perspectivas para estabelecer prioridades e ações que possam ser incorporadas ao planejamento do município.
