O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançou um documento que orienta sobre a frequência ideal de consultas com oftalmologistas, destacando a importância desse acompanhamento para a saúde ocular. O material foi divulgado durante o 70º Congresso da especialidade, que acontece em Salvador até sábado (12).
Segundo o CBO, a consulta periódica é fundamental para o diagnóstico precoce e tratamento de doenças que podem afetar a visão. O intervalo entre as consultas deve ser adaptado à faixa etária e à presença de condições de saúde, como diabetes, que exigem atenção especial.
Para pessoas sem doenças oculares diagnosticadas, o documento estabelece intervalos mínimos de referência. No entanto, se houver histórico familiar de doenças oculares ou condições específicas, o acompanhamento deve ser intensificado, com periodicidade definida pelo oftalmologista.
O CBO também enfatiza que o acompanhamento oftalmológico deve começar na maternidade, com o teste do reflexo vermelho para detectar problemas como catarata e glaucoma congênitos. Nos primeiros anos de vida, a avaliação do desenvolvimento visual é crucial.
A entidade alerta que erros de refração não corrigidos são a principal causa de deficiência visual em crianças, e que a ambliopia pode ser prevenida com exames até os 3 anos. Dados internacionais indicam que a maioria dos casos de cegueira é evitável se identificados precocemente.
Atualmente, o Brasil tem cerca de 1,5 milhão de pessoas cegas, número que pode aumentar com o envelhecimento da população, já que as principais causas de cegueira afetam idosos.
