O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de -0,32% em agosto, uma queda significativa em relação ao aumento de 0,07% observado em julho. No acumulado do ano, o IPCA apresenta alta de 3,11% e, nos últimos 12 meses, o índice é de 4,22%, inferior aos 4,44% do período anterior.
A deflação foi impulsionada pela queda nos preços de habitação (-1,87%), transportes (-0,86%) e alimentação e bebidas (-0,34%). A energia elétrica residencial, que teve uma redução de 7,63%, contribuiu com -0,33 pontos percentuais para o índice, em parte devido ao Bônus de Itaipu.
Os preços dos alimentos também apresentaram recuo, com destaque para a batata-inglesa (-19,89%) e a cenoura (-11,22%). Por outro lado, itens como leite longa vida e frutas tiveram alta. A alimentação fora do domicílio desacelerou, com variações menores em lanches e refeições.
Os transportes também mostraram queda, com passagens aéreas caindo 13,17% e combustíveis apresentando recuos. Em contrapartida, o grupo de despesas pessoais teve a maior alta, impulsionado principalmente pelo aumento no preço do cigarro.
Essas variações impactam diretamente empresários e trabalhadores, refletindo em custos operacionais e no poder de compra da população, o que pode influenciar decisões de investimento e consumo.
