O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, e a chefe de gabinete da Reitoria, Fabiana Fonseca, visitaram na sexta-feira, 25 de setembro, o Laboratório de Recuperação Avançada de Petróleo (LRAP), vinculado ao Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe). Durante a visita, eles conheceram as instalações do laboratório e os projetos científicos realizados em colaboração com a indústria de energia.
Uma das principais apresentações foi do Centro de Excelência em Reservatórios e Meios Porosos (Ceres), que visa consolidar uma infraestrutura multidisciplinar focada em pesquisa experimental e tecnologias para a transição energética e armazenamento geológico de CO₂. A primeira unidade visitada foi a Sala de Rocha Digital, coordenada pela pesquisadora Mayra Santos, equipada com um microtomógrafo multirresolução que permite a visualização detalhada da estrutura porosa das rochas.
O reitor e a chefe de gabinete também conheceram o laboratório de petrofísica de fenômenos de interface, liderado pela química Ágatha Francisco, que desenvolve tecnologias sustentáveis para a produção de petróleo. Este laboratório utiliza CO₂ para otimizar a recuperação de reservatórios, avaliando a tensão interfacial entre água, óleo e rocha.
Além disso, os visitantes exploraram o laboratório de Core Flooding, onde são realizados testes de escoamento em amostras de rochas, e o laboratório de PVT, que mapeia o comportamento termodinâmico de amostras de óleo sob diferentes pressões e temperaturas.
O reitor Medronho expressou sua satisfação com as inovações do LRAP, destacando a possibilidade de interagir com outras áreas de pesquisa. Criado em 2014, o LRAP tem contribuído para a UFRJ se firmar como líder científica na área de recuperação avançada de petróleo, com previsões de expansão em sua infraestrutura no próximo ano.
O coordenador do LRAP, Paulo Couto, ressaltou a importância das pesquisas para o aumento da produção de petróleo no Brasil, afirmando que um aumento de 1% na produção pode gerar 8 bilhões de dólares em novos investimentos.