A Prefeitura de Rio das Ostras implementou um novo método para monitorar a presença do mosquito Aedes Aegypti, visando o controle de arboviroses como dengue, zika e chikungunya. A Vigilância em Saúde utiliza ‘armadilhas’ conhecidas como ovitrampas para identificar áreas de maior risco na cidade.
Essas armadilhas são compostas por um recipiente escuro com água, uma palheta de madeira para a postura dos ovos e um atrativo inofensivo para humanos e animais. Desde o início do ano passado, o município tem utilizado essa técnica para mapear as chamadas ‘áreas quentes’, onde a atividade do mosquito é mais intensa.
O processo de monitoramento ocorre em três etapas ao longo de três semanas. Na primeira, as ovitrampas são instaladas em pontos estratégicos. Na segunda, os agentes substituem as palhetas para verificar a quantidade de ovos depositados. Por fim, na terceira semana, as armadilhas são recolhidas e o material é enviado para análise em laboratório.
Os dados obtidos ajudam a criar mapas de risco, que orientam as ações da Vigilância e a atuação dos Agentes de Combate às Endemias (ACEs) nas áreas prioritárias. Essa metodologia permite uma abordagem mais eficaz no combate ao mosquito, aumentando a eficiência das políticas públicas de saúde.