O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou um orçamento de R$ 144,5 bilhões para investimentos em habitação em 2027, mantendo o mesmo valor previsto para 2026.
Desse total, R$ 125,5 bilhões serão direcionados a famílias de baixa renda, enquanto R$ 15 bilhões serão destinados à classe média no programa Minha Casa, Minha Vida. Além disso, R$ 4 bilhões serão alocados à linha pró-cotista, que oferece condições especiais de financiamento para trabalhadores com conta no FGTS.
Os recursos para subsídios e a linha pró-cotista não devem ser somados automaticamente às outras categorias, devido a possíveis sobreposições. O orçamento total do FGTS para políticas públicas em 2027 será de R$ 169 bilhões.
O conselho também aprovou orçamentos plurianuais para habitação entre 2028 e 2030, mantendo R$ 125,5 bilhões anuais para famílias de baixa renda, mas reduzindo os recursos para a classe média para R$ 10 bilhões a partir de 2028.
Na mesma reunião, foi prorrogada até 31 de março a regra que permite aos trabalhadores usar até cinco saques-aniversário futuros do FGTS como garantia em operações de crédito, afetando cerca de 12,2 milhões de trabalhadores, dos quais 92% recebem até quatro salários mínimos.
Desde a implementação do saque-aniversário, a modalidade movimentou R$ 242,5 bilhões, com R$ 94,2 bilhões recebidos diretamente pelos trabalhadores e R$ 148,3 bilhões destinados a instituições financeiras para quitação de empréstimos.
