A preparação do solo e as obras de drenagem subterrânea são fundamentais para garantir a durabilidade e a segurança do novo asfalto da Estrada da Posse, em Tanguá. A obra, que abrange 7,8 quilômetros, é esperada por moradores e produtores locais, especialmente para o escoamento da citricultura da região.
Quem depende diariamente dos 7,8 quilômetros da Estrada Roberto Pereira (Estrada da Posse) conhece bem o valor dessa transformação. A chegada do asfalto, das calçadas, da ciclovia e do novo sistema de drenagem é um sonho antigo dos moradores e, acima de tudo, dos produtores locais. Afinal, a via é uma das principais artérias para o escoamento da nossa citricultura, levando a famosa laranja de Tanguá do campo direto para a mesa dos consumidores.
No entanto, diante das chuvas intensas que atingiram a nossa região nos últimos meses, muitos moradores se perguntam: por que a pavimentação final parece demorar? A resposta está no subsolo da estrada e na complexidade de uma engenharia planejada para que a nova via dure por gerações, resistindo aos períodos de temporais sem abrir buracos, ceder ou sofrer erosões.
A engenharia que prepara o chão para o progresso Para o homem e a mulher do campo, o asfalto é a parte mais esperada, mas na engenharia ele é apenas a “última camada”. Antes de a massa asfáltica ser aplicada, existe um trabalho cirúrgico na fase de terraplenagem e na construção das chamadas travessias de saneamento e drenagem — estruturas fundamentais para proteger a estrada contra a força das águas.
A geografia da Estrada da Posse impõe desafios severos que exigem tempo e precisão técnica: O solo precisa secar para dar firmeza: Abrir valas para colocar manilhas e galerias de drenagem pluvial exige solo firme e seco. Quando chove intensamente, a terra vira lama e as máquinas pesadas de compactação não conseguem atingir a pressão necessária. Avançar com o solo úmido faria com que o asfalto afundasse ou rachasse no futuro. É preciso esperar o tempo estiar para retomar os serviços com segurança.
Segurança para o tráfego pesado da citricultura: Por ser uma rota essencial de escoamento agrícola, a estrada recebe diariamente caminhões carregados de laranja. Por isso, as tubulações de água e esgoto que cruzam as pistas por baixo da terra exigem a instalação de “tubos-camisa” (blindagens de concreto ou aço) e blocos de ancoragem nos trechos de descidas íngremes. Isso impede que o peso dos caminhões esmague a rede ou que a alta pressão da água cause vazamentos invisíveis sob o asfalto.
Respeito aos rios e córregos locais: O trajeto da Posse cruza cursos d’água importantes para a região. Fazer as tubulações atravessarem esses córregos por meio de bueiros celulares (grandes blocos de concreto) exige que o nível da água esteja baixo. Trabalhar com o rio cheio põe em risco a segurança dos operários e a qualidade da estrutura.
O prefeito André Paixão, reforça que a paciência da população neste momento chuvoso será recompensada com uma obra definitiva e de alta qualidade: “Sabemos o quanto a Estrada da Posse é vital para as nossas famílias e para os nossos produtores de laranja, que são o orgulho e a força econômica de Tanguá. As chuvas têm sido severas, mas a engenharia não pode ser atropelada. Se asfaltarmos sobre o solo úmido ou sem as travessias de drenagem adequadas, a água destruiria tudo na primeira enxurrada. Estamos fazendo um trabalho invisível e complexo agora, para entregar um asfalto forte, seguro e duradouro, que vai livrar de vez a população do sofrimento da lama e da poeira para chegar ao Centro.”
As obras na Estrada da Posse priorizam a terraplenagem e a drenagem subterrânea para assegurar a durabilidade do futuro asfalto. O projeto municipal também contempla a construção de calçadas, ciclovia e sinalização viária. Cada galeria enterrada a metros de profundidade, cada bueiro reforçado nos pontos de baixada e cada camada de terra compactada com rigor técnico servem para garantir que, quando o tapete preto de asfalto for estendido, ele seja definitivo.
O ritmo minucioso de hoje é a garantia de que os moradores da Posse terão uma infraestrutura com a dignidade que Tanguá merece.
As obras na Estrada da Posse priorizam a terraplenagem e a drenagem subterrânea para assegurar a durabilidade do futuro asfalto. O projeto municipal também contempla a construção de calçadas, ciclovia e sinalização viária, com conclusão prevista para o final do primeiro semestre de 2027.
