A Câmara de Macaé recebeu na tarde desta terça-feira (30) o secretário de Planejamento, Wagner Motta, durante a audiência pública para apresentação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027, presidida pelo vice-líder do governo, Luciano Diniz (Cidadania).
A LDO, que é elaborada e votada anualmente, estabelece as metas e diretrizes para o orçamento do ano seguinte, com uma receita prevista de R$ 5,88 bilhões. Motta destacou que o aumento da produção de petróleo na Bacia de Campos e a guerra no Oriente Médio elevaram o preço do barril, resultando em mais royalties e, consequentemente, um aumento na arrecadação do município.
“Isso levou a um crescimento exponencial em relação ao ano passado”, afirmou. Em 2026, a receita prevista foi de R$ 5,1 bilhões, com R$ 999 milhões em royalties, que devem atingir R$ 1,28 bilhões no próximo ano.
Os principais investimentos e despesas para 2027 estão estimados em R$ 494 milhões para saúde, R$ 941 milhões para educação e R$ 2,094 bilhões para pessoal. Entre os recursos destacados estão aqueles destinados à estrutura necessária para exames de imagem, saúde da mulher, construção de escolas e novos prédios para a Cidade Universitária.
Wagner Motta também mencionou indicadores econômicos, como um crescimento esperado do PIB de 1,99%, inflação prevista de 5,3%, taxa Selic de 14,25% e uma taxa de desemprego de 6,1%, considerada uma das menores da história.
Luciano Diniz defendeu a destinação dos royalties majoritariamente para os municípios produtores e criticou a legislação aprovada no Congresso que redistribui esses valores entre todos os estados e municípios. Durante a audiência, representantes de associações expressaram preocupações sobre obras de saneamento e urbanização, enquanto Motta e outros secretários dialogaram com a população. A LDO para 2027 está prevista para ser votada até o dia 31 de agosto.