O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Núcleo de Atuação perante a Central de Audiência de Custódia (NACAC), conseguiu nesta terça-feira (28/07) a conversão em prisão preventiva de Larissa Monteiro da Costa e Bruno Lucas Ribeiro da Silva. O casal é acusado de matar o próprio filho recém-nascido e ocultar o corpo em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Segundo depoimentos colhidos na investigação, os dois teriam asfixiado o bebê logo após o parto, colocado o corpo em uma sacola plástica e enterrado no quintal da residência, motivados por uma gravidez indesejada.
O NACAC/MPRJ sustentou a necessidade da prisão para garantir a ordem pública, a conveniência da instrução criminal e a aplicação da lei penal. O Juízo acolheu o pedido, destacando a gravidade concreta do crime, a crueldade da conduta e o risco de interferência na produção de provas e nos depoimentos das testemunhas caso os investigados permanecessem em liberdade.
Na decisão, o Juízo também indeferiu o pedido de prisão domiciliar formulado pela defesa de Larissa, por entender que não havia documentação médica suficiente para demonstrar a impossibilidade de tratamento no sistema penitenciário.
