sábado, 22 de agosto de 2026
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MPRJ obtém condenação de 45 anos por atropelamento em Búzios

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MPRJ obtém condenação de 45 anos por atropelamento em Búzios
MPRJ obtém condenação de 45 anos por atropelamento em Búzios

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) conseguiu, na terça-feira (28/07), a condenação de Yago da Silva Lima a 45 anos de prisão pelo atropelamento de duas jovens em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos. O crime, ocorrido em janeiro de 2025, resultou na morte de uma vítima e deixou a outra gravemente ferida.

De acordo com a denúncia, na madrugada de 12 de janeiro, após ingerir bebida alcoólica em um bar, Yago dirigia sem habilitação quando adormeceu ao volante, invadiu a calçada da Avenida José Bento Ribeiro Dantas e atropelou Maria Eduarda de Souza Augusto e Giovanna Larruba Contides. O acusado fugiu sem prestar socorro, e as vítimas foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros. Maria Eduarda não resistiu aos ferimentos, enquanto Giovanna sobreviveu após receber atendimento médico.

Em plenário, os promotores do Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri (GAEJURI/MPRJ) sustentaram que o réu assumiu conscientemente o risco de matar ao dirigir embriagado, sem habilitação e após adormecer. A tese de dolo eventual foi acolhida pelos jurados, que também reconheceram três qualificadoras: meio cruel, recurso que dificultou a defesa das vítimas e perigo comum. Além disso, Yago foi condenado por omissão de socorro, fuga do local e embriaguez ao volante.

A coordenadora do GAEJURI/MPRJ, promotora Simone Sibilio, destacou a importância da decisão: “O julgamento realizado em Búzios reafirma que nem toda morte no trânsito é um simples acidente. Quando alguém decide dirigir embriagado, sem habilitação e ainda abandona a vítima à própria sorte, assume conscientemente o risco de provocar uma tragédia. A condenação integral obtida pelo Ministério Público demonstra que a sociedade não aceita mais a naturalização dessas condutas. O carro, nas mãos de quem despreza as regras mais básicas de proteção à vida, converte-se em uma das armas mais perigosas da atualidade. O veredito do Tribunal do Júri sinaliza que a impunidade não pode prevalecer diante de comportamentos que colocam em risco a vida de todos.”

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