O Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) cumpriu, nesta quinta-feira (06/08), um mandado de prisão preventiva contra Monalliza Neves Escafura, filha do bicheiro José Caruzzo Escafura, conhecido como Piruinha. Ela e outras 12 pessoas foram denunciadas em julho por lavagem de dinheiro oriundo do jogo do bicho controlado por Piruinha, morto em 2025.
O mandado foi cumprido na Penitenciária de Gericinó, onde Monalliza já está presa desde maio, por liderar uma organização criminosa voltada à exploração do jogo do bicho, caça-níqueis e outras modalidades ilegais de jogos de azar.
A 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do TJRJ também determinou medidas cautelares para os outros 12 denunciados, como comparecimento bimestral em juízo e proibição de contato com testemunhas e outros envolvidos.
Segundo a denúncia, Monalliza ocultava valores ilícitos com auxílio dos demais denunciados, incluindo a ex-companheira de Piruinha, Rosilene Leonardo. Os recursos eram usados na compra, em espécie, de imóveis, veículos e artigos de luxo, além de depósitos e transferências bancárias para contas de subordinados, familiares e da empresa Liza Produções.
A Justiça também decretou o bloqueio de mais de R$ 41 milhões dos 13 denunciados e das empresas Liza Produções e Castelo Colorido Recreação e Lazer, com base no confisco alargado de bens, previsto na Lei Anticrime. Caso não haja bens suficientes, poderá ser sequestrada a parcela de Monalliza e Rosilene sobre 42 imóveis do inventário de Piruinha.