O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aprovou, em sessão realizada na quinta-feira, 27 de agosto, a criação da Medalha Minerva do Mérito Administrativo e Espírito Público. A honraria visa reconhecer tanto docentes quanto técnico-administrativos em Educação (TAEs) que se destacam na gestão universitária e em ações de excepcional espírito público.
A proposta, idealizada pela Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4), busca preencher uma lacuna histórica de reconhecimento na UFRJ, onde as homenagens institucionais eram limitadas a servidores aposentados. A nova medalha permitirá a valorização em vida funcional ativa.
Durante a reunião, o superintendente-geral de Pessoal da UFRJ, Rafael Pereira, destacou a importância da honraria, que visa valorizar a atuação cotidiana dos profissionais que conduzem a gestão universitária. Ele mencionou que o corpo técnico frequentemente enfrenta invisibilidade funcional, já que as homenagens existentes exigiam aposentadoria ou se baseavam em critérios acadêmicos.
O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, afirmou que a medalha celebra a força dos servidores que mantêm a administração da universidade funcionando. Ele ressaltou a importância do compromisso público demonstrado por esses profissionais.
A pró-reitora de Pessoal, Neuza Luzia Pinto, acrescentou que a honraria representa um reconhecimento do trabalho cotidiano e essencial dos TAEs, reafirmando a importância dessa categoria no funcionamento da universidade.
Além da criação da medalha, o Consuni também aprovou a cassação do título de Doutor Honoris Causa concedido ao ditador português António de Oliveira Salazar, considerando que a manutenção da homenagem é incompatível com os valores constitucionais e democráticos da UFRJ.
