O procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, destacou a necessidade de tratar o crime como uma atividade empresarial durante um encontro com empresários do LIDE, no Fairmont Rio, em Copacabana, nesta quarta-feira (02/09).
Moreira afirmou que o combate às organizações criminosas deve se concentrar na investigação patrimonial e na recuperação de ativos, com o objetivo de asfixiar financeiramente esses grupos. “Prender, ainda que prender lideranças, não é suficiente”, enfatizou.
O PGJ alertou que a expansão das facções no Rio de Janeiro vai além da segurança pública, afetando a soberania do estado. Ele mencionou que as organizações criminosas diversificaram suas fontes de receita, interferindo em atividades econômicas lícitas e explorando comerciantes.
O procurador também apresentou as iniciativas do MPRJ para enfrentar a criminalidade de forma proativa, incluindo o fortalecimento das investigações patrimoniais e o uso de tecnologia para rastreamento de criptoativos. A cooperação entre órgãos estaduais, federais e internacionais é considerada essencial no combate à lavagem de dinheiro.
O evento contou com a presença de líderes empresariais e jurídicos, onde foram discutidas questões de segurança jurídica e soluções consensuais para conflitos entre interesses públicos e privados. O PGJ ressaltou a importância da prevenção e do diálogo para evitar a judicialização desnecessária.
Antonio José finalizou sua participação defendendo a confiança no potencial do estado e a importância de cobrar resultados das instituições públicas, afirmando: “Eu acho que nós não podemos desistir do Rio”.