Uma nova proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais deve afetar mais de 2,6 milhões de trabalhadores no Rio de Janeiro, conforme levantamento do Sebrae Rio. Desses, cerca de 1,3 milhão está empregado em micro e pequenas empresas.
Atualmente, 70% dos celetistas fluminenses têm contratos que ultrapassam 40 horas semanais, com maior concentração entre jovens, menos escolarizados e a população preta e parda. A proposta prevê uma transição de 14 meses, com a redução gradual da carga horária.
O Sebrae Rio orienta os pequenos negócios a se prepararem para essas mudanças, sugerindo a reestruturação de escalas e processos, além de um planejamento financeiro para o período de adaptação. Estratégias de vendas e ajustes no mix de produtos também são recomendados para compensar a reorganização.
Os dados revelam que a jornada longa é mais comum em setores como comércio, limpeza e construção civil, com destaque para os hotéis, onde 92,4% dos vínculos ultrapassam 40 horas. A capital fluminense concentra o maior número de trabalhadores afetados, mas a incidência é maior no interior e na Baixada Fluminense.
