sábado, 22 de agosto de 2026
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Defensoria Pública entra com ação contra Light por apagão de mais de 65 horas

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Defensoria Pública entra com ação contra Light por apagão de mais de 65 horas
Defensoria Pública entra com ação contra Light por apagão de mais de 65 horas

Neste sábado (1º), a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro ajuizou uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência contra a Light, alegando que a concessionária demorou mais de 65 horas para restabelecer a energia elétrica em bairros da Zona Oeste do Rio e em municípios da Baixada Fluminense após a ventania de 29 de março.

A instituição destaca que a Resolução nº 1.000 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determina prazo máximo de 24 horas para a normalização do serviço em áreas urbanas em situações semelhantes, mas a Light não cumpriu esse limite. A Defensoria informou que abriu procedimento investigatório, solicitou à concessionária o plano de contingência e o cronograma de restabelecimento, e não recebeu respostas satisfatórias.

O prolongado corte de energia provocou a paralisação de bombas de água em edifícios, impossibilitando o abastecimento nos andares superiores, e deixou elevadores inoperantes, dificultando a locomoção de idosos e pessoas com deficiência. Medicamentos que exigem refrigeração foram perdidos, e unidades de saúde, escolas, creches e pequenos comerciantes também foram gravemente afetados, gerando insegurança alimentar por causa da deterioração de alimentos armazenados.

Na petição, a Defensoria requer que a Justiça determine à Light a criação imediata de um gabinete de crise, a apresentação de um plano de contingência detalhado, o restabelecimento da energia nas áreas ainda sem luz, a instalação de geradores em serviços essenciais e residências com pessoas eletrodependentes, além de um plano administrativo para ressarcimento dos consumidores. Também pede indenização por danos morais coletivos no valor mínimo de R$ 2 milhões e a reparação dos danos materiais e morais individuais.

Para a subcoordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), Defensora Pública Tathiane Campos, a demora agravou os impactos da ventania e violou direitos fundamentais. “A falta de energia deixou de ser um problema restrito ao fornecimento de eletricidade. Estamos diante de uma falha que afeta diversos serviços essenciais ao mesmo tempo e coloca em risco a saúde e a dignidade da população”, declarou.

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